De tanto caminhar
os meus pés
já tem a cor do chão
de gente que eu cruzei e guardei
eu já sou
multidão...
os meus pés
já tem a cor do chão
de gente que eu cruzei e guardei
eu já sou
multidão...
Quando você perceber
quando você aceitar
quando a terra tremer
quando o silêncio falar
quando você estiver pronto
mente ...pés e retina
verá e andará sobre as águas
e sob a chuva fina...
um dia...
um dia...
quando você aceitar
quando a terra tremer
quando o silêncio falar
quando você estiver pronto
mente ...pés e retina
verá e andará sobre as águas
e sob a chuva fina...
um dia...
um dia...
no centro da minha loucura tinha uma luz
viajei milhas..léguas..
e em ti me compus
no dia mais feliz
e depois...
sinfonias de Deus...
arcos azuis
que haja luz e luas
pra curar essa dor
passarão por aqui outras estações
ventanias...tufões...
caravelas...claras idéias...
no limiar dessa noite nascerá
um novo tempo..
verde carnaval.
viajei milhas..léguas..
e em ti me compus
no dia mais feliz
e depois...
sinfonias de Deus...
arcos azuis
que haja luz e luas
pra curar essa dor
passarão por aqui outras estações
ventanias...tufões...
caravelas...claras idéias...
no limiar dessa noite nascerá
um novo tempo..
verde carnaval.
no centro da minha loucura tinha uma luz
viajei milhas..léguas..
e em ti me compus
no dia mais feliz
e depois...
sinfonias de Deus...
arcos azuis
que haja luz e luas
pra curar essa dor
passarão por aqui outras estações
ventanias...tufões...
caravelas...claras idéias...
no limiar dessa noite nascerá
um novo tempo..
verde carnaval.
viajei milhas..léguas..
e em ti me compus
no dia mais feliz
e depois...
sinfonias de Deus...
arcos azuis
que haja luz e luas
pra curar essa dor
passarão por aqui outras estações
ventanias...tufões...
caravelas...claras idéias...
no limiar dessa noite nascerá
um novo tempo..
verde carnaval.
O coração
em pedaços
recolhe
os cacos
da festa
que terminou
é nosso
dia de cinzas
recolhe
outras tintas
deixa
baixar o rancor
deixa a
avenida sambando
faz de
conta
que o
bloco passou
deixa
chegar fevereiro
e traz o
pandeiro
que o
samba
ainda não
terminou
Não sei...não sei...não sei...não sei....
se você vier um dia perguntar
o que houve com as flautas
as harpas e os meninos
eu não escrevi livros
eu não plantei palmeiras
nenhuma aventura
em águas portuguesas...
Não sei...não sei...não sei...não sei....
onde andam os hippies
guerras frias...armas químicas
pastores...vikings...hunos
o amor e o fim do mundo
eu nunca disse nada
sobre marcianos
nem sobre Paulo Coelho
qual é o meu arcano
Não sei...não sei...não sei...não sei....
Não sei viver
com a alma suja
nem sei por que
pouco se usa....
sabão..sabão..sabão..sabão
um olho pelo outro e o mundo acaba cego
em vez de religião por que não se muda o verbo..
razão..razão..razão..razão.
se você vier um dia perguntar
o que houve com as flautas
as harpas e os meninos
eu não escrevi livros
eu não plantei palmeiras
nenhuma aventura
em águas portuguesas...
Não sei...não sei...não sei...não sei....
onde andam os hippies
guerras frias...armas químicas
pastores...vikings...hunos
o amor e o fim do mundo
eu nunca disse nada
sobre marcianos
nem sobre Paulo Coelho
qual é o meu arcano
Não sei...não sei...não sei...não sei....
Não sei viver
com a alma suja
nem sei por que
pouco se usa....
sabão..sabão..sabão..sabão
um olho pelo outro e o mundo acaba cego
em vez de religião por que não se muda o verbo..
razão..razão..razão..razão.
Depois de Yoko Ono
já não tinha mais clima
my dream is over
como tudo termina.
já não tinha mais clima
my dream is over
como tudo termina.
morre um sonho em cada esquina
de parto natural
morre-se um pouco a cada dia
mesmo no natal
de parto natural
morre-se um pouco a cada dia
mesmo no natal
És tão aguda
tão seca a voz dessa culpa
às vezes violência
às vezes violões
sob a lua
onde a poesia mistura
as barbaridades da vida e amor
em sua forma mais pura
onde a bailarina circula
e hipnotiza os ouvidos cansados
das frases duras..
És tão bonita
quiçá dessa vida a cura
às vezes volúpia
às vezes candura
onde a realidade censura
acordes tão delicados
as notas da caixa de música.
tão seca a voz dessa culpa
às vezes violência
às vezes violões
sob a lua
onde a poesia mistura
as barbaridades da vida e amor
em sua forma mais pura
onde a bailarina circula
e hipnotiza os ouvidos cansados
das frases duras..
És tão bonita
quiçá dessa vida a cura
às vezes volúpia
às vezes candura
onde a realidade censura
acordes tão delicados
as notas da caixa de música.
todo ser na terra tem seus próprios medos
e os seus...
moinhos de vento..
quando as pedras parecem gigantes
quando parece que o mal venceu
existe um guerreiro que não conta perdas
existe uma voz que o tempo não venceu
capaz de esperança à toda prova
a toda dor que atormenta
traz na garganta uma boa nova
o dia...amanheceu.
e os seus...
moinhos de vento..
quando as pedras parecem gigantes
quando parece que o mal venceu
existe um guerreiro que não conta perdas
existe uma voz que o tempo não venceu
capaz de esperança à toda prova
a toda dor que atormenta
traz na garganta uma boa nova
o dia...amanheceu.
A noite tira loucos da cartola
cria e os solta pelo mundo
eles viram lendas...viram mitos
fazem revoluções e hinos
assombram a juventude
renascem nas camisetas
conspiram nos manicômios
um grande final pro sistema
A noite inventa monstros pelos bares
mistura vodka e revolta nos seus planos
que viram pontes...viram bombas
derrubam muros e países
desconhecem leis e regras
já não tem medos nem limites
são contra tudo e contra todos
sempre inquietos e loucos
contra a inércia e as cadeiras...
cuidado, hoje é noite...
de lua cheia.
cria e os solta pelo mundo
eles viram lendas...viram mitos
fazem revoluções e hinos
assombram a juventude
renascem nas camisetas
conspiram nos manicômios
um grande final pro sistema
A noite inventa monstros pelos bares
mistura vodka e revolta nos seus planos
que viram pontes...viram bombas
derrubam muros e países
desconhecem leis e regras
já não tem medos nem limites
são contra tudo e contra todos
sempre inquietos e loucos
contra a inércia e as cadeiras...
cuidado, hoje é noite...
de lua cheia.
A MELHOR SAFRA
EU SEMPRE
VOU ESTAR NAQUELA ESQUINA
MESMO QUE
NUNCA O QUE NÃO HOUVE SE REPITA
MESMO QUE
A VIDA PINTE O MURO
COM OUTRA
TINTA.
EU SEMPRE
VOU ESTAR NESSE LUGAR
NO MESMO
BAR...NA MESMA MESA EM TU VIDA...
MESMO QUE
NUNCA
EM VIDA
ALGUMA SEJAS MINHA.
E SEMPRE
VOU GUARDAR AQUELAS NOITES
NO PORÃO
ENTRE OUTRAS SAFRAS E GARRAFAS
NA ADEGA
DE ILUSÕES
NAS MÃOS
DO TEMPO
QUE HÁ DE
ADOÇAR E SUAVIZER ESSES MOMENTOS....
MARCADOS
NAS VINHAS
O AROMA
DE CADA ALEGRIA
A CADA
TAÇA....TODO DIA.
E ANTES
QUE A PAIXÃO DESSES ANOS TORNE A NOS EMBRIAGAR...
UM
BRINDE!
AO
ACASO....
AO QUE
SOBREVIVEU....
E A
CRONOS
QUE PENSA
QUE VENCEU.
Saudade
Só o que passou Meu coração ama de verdade. Assim sou eu Uma estátua de sal...
De saudade.
Prefácio
Minha poesia é pura dor
Mas não atentem para isso
Afinal
O que é dor senão conseqüência da poesia
Impressa na vida
Gerada no amor
Nascido no tempo
E com ele voltando ao papel.
E analisando bem cada parte
Como a vida imita a arte
Aqui se faz
E aqui se pinta a tela.
Minha poesia é pura dor
Mas não atentem para isso
Afinal
O que é dor senão conseqüência da poesia
Impressa na vida
Gerada no amor
Nascido no tempo
E com ele voltando ao papel.
E analisando bem cada parte
Como a vida imita a arte
Aqui se faz
E aqui se pinta a tela.
"Cada dia é uma benção
E a aurora um encontro
A partir de um ponto
Com alegria e espanto
Colho uma flor e me planto
Num novo mundo possível
Onde o amor é o retorno eterno
Da mão que prendeu libertando
Disse: Adeus pós moderno
E com o prato vazio e profundo
Pôs a boca no mundo
E assim fez-se o Escuro.
No bote da cobra
A mulher sente o ar abandonar-lhe a narina
De pó e chuva fina fez-se o barro e a tinta
E do amor fez-se a vida.”
E a aurora um encontro
A partir de um ponto
Com alegria e espanto
Colho uma flor e me planto
Num novo mundo possível
Onde o amor é o retorno eterno
Da mão que prendeu libertando
Disse: Adeus pós moderno
E com o prato vazio e profundo
Pôs a boca no mundo
E assim fez-se o Escuro.
No bote da cobra
A mulher sente o ar abandonar-lhe a narina
De pó e chuva fina fez-se o barro e a tinta
E do amor fez-se a vida.”
Sou um diamante
sob essa casca de carvão
Cada dia a vida me arranca
um naco de ilusão
Até que Maia esteja nua...
Até que a alma esteja pura...
e o tempo em suspensão.
sob essa casca de carvão
Cada dia a vida me arranca
um naco de ilusão
Até que Maia esteja nua...
Até que a alma esteja pura...
e o tempo em suspensão.
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